REFORMA DE AMBIENTES. AS 5 TENDÊNCIAS QUE VOCÊ PRECISA CONSIDERAR

Por Edson Perez

A reforma de ambientes, como todas as outras ações humanas, precisa caminhar em alguma direção.

É comum encontrarmos casos em que pessoas resolveram reformar ambientes sem um planejamento e, às vezes, sem ter nem a ideia geral bem clara do que pretendia.

A empreitada vira uma navegação, em mar aberto, sem mapa, sem bússola, sem vela e sem vento.

As descobertas, em sua ampla maioria, são sempre frustrantes, complicadas, custosas e, acredite, inesquecíveis.

O planejamento é uma ferramenta, como o martelo, o esquadro ou o pincel.

O detalhe, é que você pode substituir o pincel por algum outro instrumento de pintura, o martelo por outra ferramenta de fixação e o esquadro por outra ferramenta de medição e ângulo, mas o planejamento é tão necessário quanto insubstituível.

O planejamento é o elemento fundamental de realização de qualquer atividade humana.


Com um processo tão complexo e exigente quanto uma reforma de ambientes, não seria diferente.

Planejar é avaliar antecipadamente todos os elementos envolvidos na tarefa e, no caso da reforma de ambientes, algo que precisa ser profundamente considerado, são as tendências de soluções estéticas, estruturais, conceituais e práticas daquilo que se pretende realizar.

Todo o esforço em reconstruir, repaginar, refazer e recriar um ambiente precisa considerar os caminhos disponíveis, as referências, os aprendizados, as opções e as disponibilidades existentes para aquela realização.

Tendências são a soma de todas as visões da sociedade, não apenas nas questões estéticas, mas hoje, mais do que nunca, nos aspectos de INTELIGÊNCIA de cada construção.

Novas tecnologias, novos materiais, novos comportamentos sociais, novos parâmetros estéticos, novas filosofias, são elementos que, associados, geram uma tendência. Influenciam uma nova concepção de design, que proporciona as soluções espaciais e estéticas geradoras de tudo o que é novo ou repaginado dentro destas novas perspectivas.



O conceito de ambientes, do ponto de vista físico, se mistura com a psicologia.

Ambientes possuem reconhecido impacto no estado de espírito das pessoas.

É fundamental considerar que as pessoas passam mais de 90% de seu tempo em ambientes fechados e mais de 70% sentadas.

Alguém bocejando perto de você influência de tal forma reflexa, que você acaba bocejando também.

Agora imagine o potencial de influência que toda a construção de um ambiente pode provocar em quem ali vive, compartilha e passa a maior parte de suas vidas.

Os novos ambientes consideram profundamente este impacto.

Existe uma razão para que as paredes de resorts de praia sejam variações das palhetas amarelas, assim como em predominância, as salas de espera de hospitais sejam configuradas entre as opções claras de branco, azul, verde ou cinza.

Não são apenas as cores que nos influenciam subconscientemente.

A soma de diversos fatores também atua sobre nossas sensações, algumas inclusive, de forma consciente.

Fomos pesquisar o que realmente pode ser definido como uma tendência confiável de presente e futuro na ambientação de espaços, sejam eles residenciais ou de trabalho.

Mergulhar na internet atrás de TENDÊNCIAS, sobre qualquer que seja o tema, é uma aventura desafiadora, pois você vai encontrar de tudo um pouco, onde a maioria dos achados, trará pouca profundidade.

Nossa estratégia foi buscar uma abordagem macro.

Procuramos estabelecer uma visão mais ampla sobre os elementos que vão influenciar não apenas o tipo de capa de um abajur ou a forma como uma janela será construída.

Nos preocupamos em definir as ideias que vão influenciar o todo, a ambientação em geral, em todas as suas esferas.

Que tipo de tendência vai influenciar, ao mesmo tempo, os prédios, o mobiliário, as cores, os acessórios e todos os demais elementos que compõem um ambiente?

É isto o que realmente importa na hora de planejar.

É isto que estamos entregando para você.


As 5 tendências que devem orientar a sua reforma de ambientes


Uma reforma de ambientes deve considerar, seja qual for a tendência, em primeiro lugar, a produção de espaços que proporcionem equilíbrio e bem-estar.

Funcionalidade, comodidade e conforto, se misturam a novos elementos de origem humana, como alegria, motivação e emoção.

Neste sentido, a evolução social produziu 5 características que podemos considerar como tendências definitivas, pois não devem se modificar de forma substancial com o tempo e, portanto, devem ser consideradas no processo de reforma de ambientes, pois afinal, ninguém se propõe a realizar reforma de ambientes com a frequência com que mudam os estilos das roupas ou dos carros.

Uma reforma de ambientes bem resolvida, bem planejada, resulta em algo que ganha permanência e, com alguns pequenos retoques e atualizações, resiste à passagem do tempo com desenvoltura, se mantendo atualizada.




1 – HUMANIZAÇÃO:


Finalmente os humanos começaram a se dar conta de que os ambientes são criados para humanos e que, portanto, precisam ser humanizados.

O jogo das palavras parece simples, mas na prática, apenas nos dias atuais a condição humana tem sido considerada como relevante na hora de definir posições, móveis, utilização e soluções espaciais numa reforma de ambientes.

Até bem pouco tempo (e ainda hoje acontece em grande parte das situações), o ingrediente básico de qualquer reforma era a vontade do “dono”. De certa forma, este é e sempre será um elemento determinante na construção de qualquer projeto.

O que tem mudado bastante e, podemos chamar de evolução, é o fato de que o “dono” está ficando mais humano também.


Tem percebido que os resultados melhoram quando as pessoas melhoram e que a melhor forma de fazer pessoas melhorarem é trata-las como pessoas, construindo espaços aprazíveis, compatíveis com a felicidade em estar ali, e não o contrário.

Uma das principais mudanças nessa nova visão, passou a considerar a integração em detrimento do isolamento.

Nos ambientes profissionais, as baias, ou tradicionais “mesa do fulano”, estão dando lugar para espaços de utilização conjunta.

Balcões integrados, onde pessoas trabalham lado a lado.

Estações multiuso, onde quem quiser, pode se conectar e trabalhar ali, até resolver trocar de lugar e seguir seu projeto em outra estação.

Távolas de trabalho conjunto, sem limitações ou separações.

Caminhos, acessos e fluxos de trânsito humano privilegiado, facilitando a movimentação e a integração.

Nas empresas modernas você pode pegar sua equipe, instalar um quadro branco numa parede qualquer de um jardim de inverno e realizar ali sua reunião.

Se esfriar, você pode se movimentar para qualquer outro ambiente, sem constrangimentos ou dificuldades, pois os espaços são pensados contemplando a integração, o bem-estar e os resultados.

Paredes vão perdendo espaço e, ao saírem de cena, aumentam, universalizam e integram ambientes.

É lógico que circunstâncias e ocasiões requerem meetings mais reservados, mas isto é preservado com a existência de um ou outro espaço com maior intimidade e reserva, mas normalmente são áreas que estão ali para serem utilizados por quem precisa, no momento que precisa, sem ser, necessariamente, a “sala do fulano” ou a “sala de reuniões”.

Antigas salas de reuniões de trabalho estão sendo trocadas por espaços de convivência, alguns até externos, com o posicionamento de cadeiras, algum móvel de apoio e, o mais importante, as pessoas.

A ideia é transferir para os ambientes profissionais, o conforto e a sensação de estar em casa e, para que isto aconteça, o ambiente tem que parecer com a casa.

Tem que ter o puf, a espreguiçadeira e a área de convivência social.

O aconchego valoriza este “abraço” que as novas tendências de humanização pretendem dar nas pessoas.

A ergonomia, o conforto, o respeito à condição física e psicológica ampliam a percepção de um ambiente aconchegante.

Uma tradicional marca internacional de tintas e corantes, lançou palhetas humanizadas, com séries cromáticas denominadas SINCERIDADE, AFINIDADE e CONECTIVIDADE, partindo deste mesmo conceito de humanização.

Uma elevada sintonia com a frequência do cliente é o melhor caminho para o sucesso da tarefa, considerando seu estilo, sua filosofia, a cultura da empresa, suas políticas internas e externas, sua estratégia de imagem, marketing e até a missão, a visão e a política de qualidade. Enfim, a personalidade do cliente como pessoa e como instituição.

Layout é mais que desenho. É o design em sua plenitude. Existe um objetivo por trás da forma daquele móvel ou da largura daquele corredor.

O design de interiores é uma ciência que ganha corpo, na mesma proporção em que os clientes entendem que não é mais possível e nem inteligente enfrentar uma reforma de ambientes sozinho.

O designer de interiores aplica as soluções de humanização, com mobiliário inteligente, materiais com qualidade e simplicidade e resolve os problemas relacionados ao ambiente e que interferem na felicidade humana.

Produtividade rima com felicidade!


2 – INTELIGÊNCIA:


Uma reforma de ambientes deve considerar os aspectos de inteligência.

Não se trata apenas de estética. Não mais!

Os motivos, as razões para que aquele ambiente possua aquele setup.

A disposição do mobiliário e a conexão entre eles.

As aberturas, os acessos, as cores.

Tudo está interligado num vasto e visível processo de inteligência do designer de interiores.

Layouts conectados com os novos tempos, as novas tecnologias, os novos comportamentos e necessidades sociais.

Mas o conceito de inteligência se expande para a percepção que as pessoas têm desta inteligência.



A CONSTRUÇÃO A SECO integra novas tecnologias com os novos materiais e, mais importante, com novas formas de utilização inteligente dos mesmos materiais.

Você pode pensar, por exemplo, em construir um prédio de concreto e imaginar caminhões indo e vindo, bombas de aplicação, pessoal trabalhando com carrinhos, o tempo enorme e os custos da construção dos moldes e armações que irão receber o concreto e toda a parafernália envolvida.

Você também pode pensar em contratar uma construção modular, por blocos de encaixe, onde um guincho, em poucas horas, monta um andar inteiro, apenas conectando painéis de concreto em armações pré-fabricadas, como num imenso jogo de “monta-monta”, quase sem interferência humana em sua montagem, numa velocidade 10 a 15 vezes mais rápida que o tradicional e numa economia superior a 30% em custos finais comparados.

Interessante que pode não ser concreto.

Você pode optar por metais, madeira, vidro ou até o normalmente mais adotado, uma mistura de todas as possibilidades, gerando espaços únicos, bem resolvidos e com uma percepção de inteligência irreparável.

Junte isto à aplicação de acabamentos igualmente modulares, com base em encaixes simples, inteligentes, colagem, afixação facilitada, como painéis de gesso, madeira e sintéticos.

Mesmo não sendo exatamente o foco desta nossa abordagem, o Coworking, um conceito de ambientes terceirizados, é uma realidade que ganha força.

Ambientes prontos, onde se insere apenas as pessoas e, uma vez ali, elas encontram tudo o que precisam para produzir com qualidade e produtividade.

Algumas evoluções deste novo sistema já estão construindo uma nova opção mais integrada ainda, que são os WORK-LIFE, estruturas que funcionam como condomínios de trabalho, com os escritórios e ambientes profissionais prontos, associados à estruturas residenciais, o que faz com que as pessoas morem no mesmo lugar em que trabalham, gerando economia importante de tempo e dinheiro em deslocamentos longos e cada vez mais complicados devido aos irremediáveis problemas de trânsito.

As perspectivas de aproveitamento dos espaços, a integração dos ambientes, o estilo e funcionalidade do mobiliário, a simetria, as tonalidades e combinações de cores e texturas, emprestam ao ambiente uma visão de inteligência aplicada.

O efeito é de quem entra numa exposição de arte e fica impressionado não apenas com a beleza, mas com a ideia, sua aplicação, ousadia e talento.

Ambientações inteligentes não precisam ser explicadas e, por dedução, este conceito percebido de inteligência é transferido para a casa, para a empresa e, por fim, às pessoas, sem que ninguém tenha que alertar ou fazer propaganda desta condição inteligente.


3 – SUSTENTABILIDADE:


Qualquer reforma de ambientes deve, obrigatoriamente, considerar a sustentabilidade como um de seus principais pilares.

Sustentabilidade já transcendeu a tendência e já é reconhecida como um conceito.

Muitos dos elementos de sustentabilidade já são, inclusive, leis.

Licenciamentos ambientais, atestados de impactos no meio-ambiente, segurança ambiental, controle de resíduos, uma série de exigências já abrigadas pela legislação.

Nossa análise vai além dos aspectos legais.

Quem produz e realiza um projeto de reforma de ambientes tem que preservar, antes de mais nada, o bom senso, pois a sustentabilidade já é um senso comum.

Ambientes modernos aplicam a sustentabilidade de forma filosófica. São conhecidos como ECO-FRIENDLY, ou “ambientalmente amigáveis”.

Já não é incomum pessoas decidirem não usar determinada marca porque ela agride o ambiente.

Não é raro pessoas deixarem de frequentar determinados ambientes porque eles estão alheios à sustentabilidade no todo ou em parte.

É uma questão de consciência e ela fica evidente aos olhos do mundo, tanto pelo aspecto positivo, quando existe, quanto pelo aspecto negativo, quando deixa de existir.

A valorização da natureza é uma forte tendência e chega a ser um diferencial de qualidade e valor para o ambiente.

Muitas plantas, sendo usadas de diversas formas, desde espaços internos inusitados como jardins em baixo de escadas, quanto vasos inteligentes posicionados de forma estratégica, com plantas sugestivas e ornamentais.



Grandes áreas de integração entre interno e externo, com elementos naturais permeando os ambientes.

Pisos mixando pedras, pastilhas e laminados, com variações de tapetes naturais, com gramados e jardins, que começam lá fora, atravessam a parte interna dos ambientes e terminam na outra extremidade do terreno.

Amplitude de aberturas, coberturas vazadas, plenitude na convivência com a natureza.

A valorização da natureza tem sido tão considerada, que novas palhetas de cores estão sendo aplicadas em ambientes específicos.

Cozinhas ganham sequências cromáticas como a inovadora “verdure”, com variações de verde, gerando ambientes que estão sendo chamados de “salade”, numa combinação muito interessante com a harmonização daquele ambiente com o motivo para o qual ele existe.

Não é apenas a natureza direta que aponta para uma boa concepção de sustentabilidade. Ela também aparece na utilização dos materiais, como reaproveitamento e readequação de madeiras, sintéticos, vidros, móveis reconstruídos, reciclados e tantas outras possibilidades que cabe um estudo específico apenas sobre esta matéria.

A valorização do artesanato produzido com materiais sustentáveis ou renováveis é uma forte tendência de decoração.

Cada peça tem sua história e apresentar um pouco disto nos elementos do ambiente é, além de interessante, cativante.

O artesanato, por si só, já é algo muito valorizado, pois é resultado da evolução criativa da humanidade, um carinho emprestado de forma especial a um trabalho. Quando este sentido é acrescido de um material sustentável, o poder de encantamento é multiplicado e a visão das pessoas que mantém contato com este ambiente, proporciona uma simpatia significativamente aumentada por seu construtor.

A sustentabilidade também se apresenta com a implantação de sistemas de cuidado, tratamento, reaproveitamento e descarte de resíduos.

A própria utilização de materiais renováveis.

O aproveitamento de recursos naturais, como luz, vento e fluxos de água, além da própria água da chuva para utilização cotidiana.

Sustentabilidade também é EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, com o aproveitamento de energia solar, uso consciente da energia elétrica, maximização dos sistemas de iluminação entre o natural e o artificial.

Uma climatização inteligente, com aproveitamento das conexões de fluxo de ventilação natural, aquecimento natural através do posicionamento solar e eficiente isolamento térmico.

A sustentabilidade é muito mais que uma tendência ou até um conceito. Muito mais que uma demonstração clara de inteligência, mas uma responsabilidade ambiental e social, que deve ser sempre considerada além dos aspectos legais envolvidos numa reforma de ambientes, deve existir porque você tem o senso de responsabilidade humana, o bom-senso e a cidadania.

Isto é sustentabilidade.


4 – TECNOLOGIA:


Vivemos na época da “Internet das Coisas”, ou IOT (Internet of Things), onde boa parte das peças de um ambiente estão conectadas à rede.

Geladeiras e armários conectados à internet. Obviamente você não se imagina parado em pé, em frente a uma geladeira, diante de um painel, navegando na internet. Não é para isto que serve.

Uma geladeira ou armário conectado pode controlar a temperatura, condições e até o estoque de seus mantimentos, disparando mensagens para seu celular, sempre que o localizador de posicionamento indicar que você está próximo ou dentro de um supermercado, por exemplo.

A banheira de sua casa pode se programar automaticamente para preparar seu banho, na temperatura e condições exatas, para que esteja pronto exatamente no momento em que você precisar.

Seu sistema de climatização pode estar conectado aos diversos canais de controle do tempo e adequar a manutenção da temperatura ambiente de acordo com as condições externas, bloqueando ou abrindo janelas e sistemas de circulação de ar ou acionando ou não os condicionadores de ar.

Muitos dos seus equipamentos já estão plenamente operacionais nesta tendência de IOT.

Olhe seu celular, sua Smart tv, que permite acesso a Youtube, Netflix ou qualquer tipo de navegação, sem precisar liga-la a um computador ou notebook.

Sistemas de som perceberão sua chegada e acionaram sua música preferida, ou não, se você programar.

Máquinas de lavar estão cada vez mais autônomas, fornos de micro-ondas também.

Circuitos fechados de TV (CFTV) já permitem que você acesse imagens de todos os ambientes de sua casa, em tempo real, usando apenas o seu smartphone.



E olhe que nem falamos que já existem carros autônomos andando por ai.

A IOT (Internet of Things) já está no seu cotidiano e vai se espalhar cada vez mais.

Não precisamos mergulhar tão profundamente no imaginário das possibilidades.

Basta lembrar que, há algum tempo atrás, uma adega era uma construção subterrânea, escavada e construída sob determinadas configurações e com certos materiais típicos, para conferir aos vinhos ali armazenados, condições climáticas, de temperatura e humidade, que proporcionem um melhor desenvolvimento, uma maturação equilibrada das safras ali depositadas.

Hoje uma adega pode se resumir a uma espécie de frigobar tecnológico de diversos tamanhos, onde seus vinhos são posicionados da forma recomendada e possuem um cuidado computadorizado sobre as condições ambientais às quais estão submetidos.

Algumas destas “adegas”, possuem rodinhas e podem ser transportadas entre os ambientes.

Aquele gramado lindo lá fora, após um comando num simples controle, simplesmente se move, se recolhe para algum subterrâneo e, ao abrir, deixa exposta uma piscina perfeitamente completa e funcional.

A escada se movimenta e os degraus viram rampa.

Painéis se abrem nas paredes, onde expõem amplos monitores de tv de alta tecnologia e, mais que isto, podem se tornar reversos e se posicionarem de forma visível em mais de um ambiente.

Você começa assistindo o filme na sala e se decidir ir para o quarto, acione o comando, a tela se movimenta, gira no próprio eixo na parede e você continua assistindo o filme deitado em sua cama, no mesmo aparelho.

A tecnologia dos materiais, onde pisos que eram posicionados em placas ou lâminas, hoje são líquidos, de composições químicas, com as mais diversas opções de acabamento, que ao secar, ficam ali, prontos, completos, alinhados, perfeitos, sem rejuntes ou irregularidades, no nível mais plano possível de ser alcançado.

A tecnologia não para nunca de evoluir e as possibilidades se multiplicam infinitamente.

Considerar a aplicação de soluções tecnológicas numa reforma de ambientes é bem mais que uma tendência, é uma questão de inteligência no aproveitamento de todas estas alternativas maravilhosas.


5 – MINIMALISMO EQUILIBRADO:


Reformar ambientes é repaginar espaços.

O minimalismo vem assumindo uma admiração cada vez maior por parte da civilização contemporânea, mas por vezes, peca pelos excessos.

Minimalismo é inteligente e prega a essência filosófica de que MENOS É MAIS, mas muito menos é NADA.

Quanto menos esforços, recursos, materiais forem utilizados para proporcionar um determinado resultado, mais inteligente ele é.

Esta é uma simplificação da visão minimalista.

É irrefutável este argumento, até porque, é lógico.

Nossa abordagem fala em MINIMALISMO EQUILIBRADO, pois a simplicidade, por si só, ao mesmo tempo em que encanta, tem o poder de saturar.

Ninguém se sente psicologicamente desafiado ao habitar aquele ambiente totalmente branco, com uma única mesa branca, uma única cadeira branca, com um notebook branco e um abajur branco em cima.

Experimente viver ali por um ano e observe a letargia psicológica tomar conta de você.

É preciso considerar o minimalismo como uma tendência, pois também já é um conceito muito aprazível, inteligente e importante, mas o sucesso minimalista contemporâneo e futuro depende, de forma decisiva, do EQUILÍBRIO.


Considerar tendências é decisivo para uma reforma de ambientes que vença a passagem do tempo


Reformar ambientes é uma ciência complexa.

Um bom designer de interiores sabe considerar todas estas variáveis do ponto de vista técnico e prático.

O universo de possibilidades é um oceano, de onde emergem tesouros que criam soluções encantadoras nos ambientes onde são aplicados.

Era impressionante imaginar que você poderia acionar uma lâmpada batendo palmas. Hoje é possível fazer o mesmo efeito apenas com um comando de voz e, mais que isto, sem fazer nada, a iluminação já acontece por sensores de movimento e, mais ainda, do jeito que vai, o termo LÂMPADA, ficará no passado, como DVD, vide cassete ou seringa reaproveitável.

Aquele incrível teto solar do carro, agora está nas casas.

Tudo tem sido resultado do aprendizado, da inteligência, do senso cívico e ambiental, atrelado a um impressionante desenvolvimento tecnológico que não para de evoluir, nem por um segundo sequer.

Reformar ambientes é repaginar aquilo que existe, incorporando soluções, algumas sequer imaginadas por você, mas cotidianas a um profissional, um designer de interiores realmente capacitado.

Se espera muito de uma reforma de ambientes, mas de tudo o que dela se espera, o mais importante é o que fica, o que permanece, o que se demonstra atual, mesmo depois de anos.

Um simples relógio-de-sol é uma invenção com quase 4 mil anos de idade, mas qualquer pessoa, nos dias de hoje, ao contemplar seu funcionamento, fica maravilhado, mesmo em épocas de smartphones e conectividade entre as coisas.

Uma grande ideia não requer complexidade. Talvez sua realização sim, mas uma percepção sensível sobre todos os personagens envolvidos numa reforma de ambientes, com uma visão privilegiada das múltiplas possibilidades, sintonizada à frequência de compreensão do desejo do cliente e considerando, sobretudo, os aspectos humanos envolvidos, fazem com que a sua realização se torne possível e, o principal, um sucesso.

Uma reforma de ambientes deve ser vista muito além de uma obra, uma reconstrução, uma repaginação ou apenas mais uma tarefa.

Uma reforma de ambientes é uma OPORTUNIDADE.

Uma oportunidade de conectar sua empresa, sua casa, seus ambientes, ao futuro, sem atalhos e sem o medo de ter de refazer tudo de novo num curto espaço de tempo.

Uma oportunidade de fazer renascer o ânimo, a felicidade, a alegria e a motivação para estar ali, naquele ambiente, com vontade de fazer o melhor de si, mesmo que seja apenas admirando como a imaginação humana consegue ser tão fascinante, inventiva e realizadora.


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